A minha ligação à área da saúde começou ainda no 12.º ano, numa fase em que sentia que queria cuidar… mas sem saber exatamente de que forma. A enfermagem era uma possibilidade, mas acabei por seguir Radioterapia — uma decisão que hoje reconheço ter sido também influenciada pela história das minhas irmãs, que faleceram com leucemia.
Foram anos muito especiais, onde cresci como profissional e como pessoa. Trabalhar em Radioterapia trouxe-me aprendizagens profundas e momentos que guardo com carinho. Ainda assim, sentia que havia uma parte de mim por preencher.
Com o passar do tempo, e através de um caminho de maior introspeção e desenvolvimento pessoal, comecei a ouvir-me de forma mais genuína. Percebi que algo dentro de mim estava a mudar — e que o meu caminho também iria mudar.
Desde sempre que sinto um amor muito especial pela gravidez, pelos bebés e pela maternidade. Sempre imaginei ter uma família grande, mas a vida trouxe-me dois filhos… e com eles, uma transformação profunda.
Vivi as minhas gravidezes com muito envolvimento e entrega, e tive acesso a apoio e informação que fizeram toda a diferença, sobretudo na amamentação. O meu filho mais velho nasceu pequenino, e sei que, sem esse suporte, provavelmente teria seguido por um caminho diferente. Esse apoio deu-me segurança, confiança e tranquilidade no pós-parto — mesmo nos momentos mais desafiantes.
Foi aí que nasceu, ainda sem eu perceber, uma vontade muito clara: todas as famílias deviam sentir este apoio.
Com o nascimento do meu filho mais novo, essa certeza tornou-se impossível de ignorar. Continuei a investir no meu desenvolvimento pessoal e, entre várias possibilidades, surgiu a parentalidade consciente através da formação da Mikaela Övén. Senti um chamamento, mas a decisão final chegou de forma inesperada — através do meu filho mais velho, que um dia me disse: “Mamã, acho que devias ajudar crianças, tens mesmo jeito.”
E foi aí que tudo fez sentido.
Durante essa formação, descobri o universo da doula no pós-parto — e soube imediatamente que fazia sentido para mim. Essa formação abriu portas dentro de mim que nem sabia que estavam fechadas. Foi um crescimento profundo, pessoal e profissional.
Mais tarde, o fascínio pela amamentação ganhou ainda mais força e levou-me a especializar nesta área. Hoje, sou Conselheira de Aleitamento Materno (CAM) e sinto, com muita clareza, que é aqui que quero estar.
O meu propósito é simples, mas muito profundo: levar às famílias a mesma segurança, confiança e apoio que senti no meu próprio caminho.
A minha formação na área da saúde, aliada à experiência enquanto mãe e ao trabalho que desenvolvo hoje, permite-me acompanhar cada família de forma próxima, empática e respeitosa — honrando o seu ritmo, a sua história e as suas necessidades.


Simbologia
Minha Essência
Antes de cada curso, sessão ou encontro, existe algo mais profundo: a intenção com que cuido, escuto e acompanho cada família.Nesta página, partilho contigo o que me move e os valores que guiam o meu trabalho – para que possas sentir se este é também o teu caminho.
Minhas intenções
Empoderar com leveza
Ajudar-te a viver este momento tão intenso com mais segurança, autenticidade e serenidade — seja na gravidez ou no pós-parto.
Acolher com empatia
Estar presente como um apoio constante, respeitando as tuas emoções, dúvidas e necessidades, sem julgamentos.
Inspirar autenticidade
Mostrar que cada caminho é único e que não precisas de perfeição para seres uma boa mãe, pai ou cuidador.
Capacitar com simplicidade
Oferecer ferramentas e conhecimentos acessíveis que facilitem o teu dia a dia, do aleitamento ao cuidado do bebé.
Fortalecer vínculos
Ajudar a construir relações familiares baseadas no respeito, na conexão e na responsabilidade partilhada.
Meus valores
Igual valor
Cada pessoa da família merece ser ouvida e respeitada, com as suas emoções e necessidades valorizadas por igual.
Autenticidade
Incentivar a verdade e a transparência em cada relação, respeitando a essência de cada um.
Respeito pela integridade
Criar espaços seguros e acolhedores para todas as fases, protegendo a integridade emocional de todos os envolvidos.
Responsabilidade pessoal
Reconhecer o papel ativo de cada membro da família na construção de relações harmoniosas e saudáveis.

